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terça-feira, 19 de maio de 2009

Diário

Hoje foi um daqueles dias que entrarão para a história. Ocorreram coisas boas e coisas imprevisíveis que, neste caso, não considero boas.

1 º Depois de quase dois meses de atraso, muito stresse, angústia e inseguranças, depositei a minha dissertação. Agora é esperar a banca e entregar a Deus. Estou aliviada, mas não por completo. Ainda sinto e vivo sob o peso das aflições acadêmicas. Ao mesmo tempo, existe uma sensação de vazio e uma vontade louca de continuar no esquema de estudos e pressão. Bizarro demais. (Ainda volto a falar sobre este momento)

2º Tenho que registrar aqui a minha incapacidade de lidar com o imprevisto. Hoje mais uma vez pude constatar esta minha inabilidade. Ao tentar imprimir as quatro cópias da minha dissertação, a tinta da impressora não prestou, o papel era fino demais, o tempo corria contra mim, enfim, caos total. Depois de ter uma quase síncope nervosa, tudo foi resolvido. Mas ainda tive que viver a experiência de perder o controle do carro num viaduto e quase bater em um carrão em plena chuva. Foi batida pequena, mas o susto foi inversamente proporcional.

Como nem tudo são espinhos, paralelamente, tem coisa legal acontecendo na minha vida. Ainda bem.

sábado, 11 de abril de 2009

Epígrafe

Epígrafe da minha dissertação:


Pelo Sertão não se tem como
não se viver enlutado;
lá o luto é de vestir,
é de nascer com, luto nato.

(Agrestes, João Cabral de Melo Neto)

tamos terminando com a graça de Deussssssssssssssss!!!!!!!!!!!

domingo, 8 de março de 2009

entre-lugar: cinema e literatura

Tenho andado um pouco reflexiva demais estes dias, pois terei que tomar uma decisão um tanto delicada: estou pensando em voltar para Letras no doutorado. Na realidade, sempre fui muito dividida. Como estudante de jornalismo me sentia mais próxima do campo literário e como crítica literária tinha diversas vezes a sensação de que eu era apenas uma futura jornalista. Enfim, vivo num entre-lugar.

No entanto, nos últimos dois anos, época que estive um pouco afastada da Literatura por causa do mestrado, tenho sentido uma urgência de voltar para um campo que me possibilita um enorme prazer. Sendo que se eu for pensar do ponto de vista prático, nunca ganhei um puto com o curso de Letras e no caso acredito que há mais chances de ser absorvida na Academia com Comunicação. Mesmo assim, sinto algo em mim que diz que eu tenho que pensar primeiramente no prazer, no amor que tenho por aquilo tudo e deixar dinheiro e outras coisitas em segundo plano. Sei não, terei dois meses para pensar sobre o assunto. Fazer escolhas é sempre delicado e pra uma libriana então...

Novidade quentíssima: meu trabalho sobre Walter Salles e o road movie kitch foi aceito num congresso de cinema na Argentina. Terei que apresentá-lo em junho. MEDO!!!!!!!!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

...Sumi na poeira das ruas...

A minha pequena longa ausência neste blog tem justificativa. Some pressão no trabalho, demandas de fim de mestrado (tou com 70% da parte escrita) e folias de carnaval com a minha inabilidade de organizar o tempo que perceberas que é quase impossível se disponibilizar para escrever aqui.

Queria ter comentado muitas coisas na última semana, então vou tentar sintetizar aos poucos aqui.

1. A entrevista de Jarbas para a Veja é uma coisa me incomodou muito. Quem é de Pernambuco e acompanha a trajetória deste político sabe o quanto ele é oportunista, sem clareza ideológica e reacionário. Igualzinho aos companheiros de partido. No plano pessoal todos sabem que ele é extramemente rancoroso e invejoso, portanto, mesmo que tudo que ele falou seja verdade a intenção que há por trás disso é pessoal. Pra mim ele não disse nada, não apontou ninguém e nem falou nenhuma novidade. Ele deve ter aberto o bico pq ficou de fora dos babados no Senado e pq já estava caindo no ostracismo. Enfim, puro egolombra.

2. Saldo do carnaval: uma gripe imensa que me deixou fudida e que me fez distribuir os meus objetos entre os meus familiares, num ato de drama e despedida.

3. Ainda hoje me arrependo de não ter ido ver o show do Paulinho da Viola que ocorre há uma semana lá em Olinda.

4. Todos os anos a minha grande expectativa fica é a apresentação do Quanta Ladeira. Adoro. Acho que eles incorporam o espírito do carnaval que é o do escracho, da irreverência e da brincadeira. Hoje o bloco se tornou cool e acho que a maior parte daquele público não saca as coisas que estão nas músicas e tal, ficando apenas a apreensão da putaria e tal. Todos os anos eu também inicio algum amigo no bloco e o impressionante é que eles são fisgados.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sensações dialéticas

Fazer Mestrado é uma coisa boa e ruim. Boa porque amplia profundamente a sua visão do mundo, modifica, de alguma forma o seu ser ( tou falando da minha experiência no campo das ciências humanas). Você passa a treinar o olhar analítico, mais filosófico, reflexivo mesmo. E não é uma análise jornalística superficial e vazia não. É bem maior.

Como o meu objeto de pesquisa está no campo das artes, esta postura “metodológica” de avaliar tudo também se refletiu na minha relação com a música, as artes visuais e acima de tudo, literatura e cinema. Acho legal isso. Dá uma sensação boa de consciência e racionalização das coisas. E não estou me referindo ao academicismo exagerado e nem àquela erudição forçada.

A parte chata é que a pesquisa te consome de um jeito inimaginável. Além da dedicação do tempo real, cronológico, há uma ocupação subjetiva que permanece em vc todos os momentos. E quando a gente está na fase de escrever então, é uma coisa louca. Notei que algo, do ponto de vista das emoções e psicológico, foi alterado em mim. Sem contar que vivo numa angústia terrível que mistura medo da banca e o lance do compromisso produzir uma coisa legal.

Como a dissertação, ou melhor, o mestrado está onipresente na minha vida, não pude ler nada que não fosse ligado a minha área. Então, ao invés de romances, contos, poesias e ensaios críticos, que tanto gosto de ler, entraram livros teóricos sobre cinema, literatura. Troquei Guimarães e João Cabral por Ismail Xavier, Sylvie Debs e outros mais. É chato demais isso. Não nego que tenho tesão em ler livros de pesquisadores da minha área, mas o prazer da escolha é bem mais legal. Por isso, uma pilha de livros e uma lista de títulos, que cresce semanalmente, estão se formando em casa para serem contemplados no próximo ano.

Enfim, o blá blá todo foi pra dizer e justificar que não teria como indicar livros bacanas este ano pq simplesmente eles não existiram na minha vida.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

síndrome da mestranda pré-banca

no próximo ano depois que eu me livrar do meu encosto, ou seja, a dissertação, tenho muita coisa pra fazer: lista de livros pra ler, filmes pra assistir, lugares pra conhecer e principalmente preguiça boa pra curtir. tá chegando ao fim, tenho fé. aí, vai ser tudo de bom.

nunca pensei que um mestrado fosse tão assustador. sei lá, mas a responsabilidade de estar lá, de escrever coisas legais, de ser criativa tem um peso enorme. quando entrei achei que ia ser moleza pois nos últimos quatro anos tinha me dividido entre duas faculdades simultaneamente. mas não é e não foi light fazer mestrado e trabalhar não. foi punk rock. fora que experimentei uma sensação aguda de burrice crônica pelo que não tinha lido. em letras já era uma coisa meio assim, a gente sempre ficava com a impressão de que nunca ia chegar a ter a erudição de fulano ou dos nossos colegas e tal, mas agora o negócio é ainda mais sério, pois somos todos profissas.


enfim, como sou sádica demais vou continuar me fudendo na academia por pelo menos mais uns quatro anos, no mínimo.